domingo, 20 de dezembro de 2009

O livro "La sombra de un fotógrafo" conta a história de um fotógrafo que coloca a sua câmera todo dia na janela voltada para a rua e retrata a cada minuto uma nova cena, um novo cotidiano.

"Antes de empezar a trabajar, Guillermo pone un poco de música. Charlie Parker. Ya está. Todo está bien. Esta tarde pueden ocurrir muchas cosas en esa calle."


A proposta é que cada um ache uma imagem que se encaixe nessa proposta abaixo:

Da minha janela vejo...



e penso na música...

"Às vezes no silêncio da noite,
eu fico imaginando nós dois.
Eu fico ali sonhando acordado, juntando,
o antes o agora e o depois."

Aguardo quem quiser mandar a sua contribuição.

Um comentário:

  1. Querida Bruna
    Seu convite é uma aventura, quase um desafio... Olho pela janela do Novo Ano revendo todos os meus sonhos e lá está a “Arte de Ser Feliz” de Cecília Meireles:

    "Houve um tempo em que minha janela se abria
    sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
    Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
    Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
    e o jardim parecia morto.
    Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
    e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
    Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
    E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
    Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
    Outras vezes encontro nuvens espessas.
    Avisto crianças que vão para a escola.
    Pardais que pulam pelo muro.
    Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
    Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
    Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
    Ás vezes, um galo canta.
    Às vezes, um avião passa.
    Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
    E eu me sinto completamente feliz.
    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
    que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
    outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
    finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."

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